Lady Di: a princesa do povo
Publicado em 30/04/2021 às 10:00 por Barbara Rodrigues

“É um ponto a se lembrar, que, de todas as ironias sobre Diana, talvez a maior seja esta. Uma garota que recebeu o nome de uma antiga deusa da caça foi, no final, a pessoa mais caçada da idade moderna”. – Charles Spencer, 9° conde Spencer (irmão de Diana).

Disclaimer: A coluna de hoje é baseada no documentário The Story of Diana, disponível na Netflix. Diana é a nossa escolha para representar a Inglaterra no mapa da página inicial.

Diana Frances Spencer nasceu dia 1° de julho de 1961 em Sandringham, na Inglaterra. Ela era filha do 8ª Conde Spencer, John Spencer. É conhecida pelo seu trabalho como filantropa e ativista, mas por principalmente ter quebrado barreiras na família real.

Desde criança, Diana sabia que sua missão era ser grande e fazer a diferença, mesmo que início de sua história tenha sido conturbado. No século 20, não era comum o divórcio entre os ingleses – apesar de já ser nos Estados Unidos. As crianças não eram preparadas para essa possibilidade, por isso foi um choque para os Spencer quando a mãe fugiu com outro homem, largando-os para trás.

Ela conheceu o Príncipe Charles primeiramente como namorado de sua irmã, Sarah. Charles levava uma vida pulando de um relacionamento para outro, por isso o relacionamento dos dois não durou muito. Antes de seu relacionamento com Diana, ele conheceu uma mulher chamada Camilla Shand e teve outro relacionamento – os dois se gostavam muito, mas Charles precisava se casar e para isso precisava encontrar uma noiva com aparência virginal. Aí que nossa Diana entra em cena.

Diana foi pedida em casamento em 1981, aos 19 anos. Charles já tinha 32 anos. Os dois se casaram em julho de 1981, numa cerimônia grandiosa – onde o mundo todo assistiu. O documentário conta com a participação da estilista de seu vestido de casamento, que diz que procurou fazer um vestido de conto de fadas e digno de uma princesa.

Os primeiros anos de casamento foram marcados pela desconfiança de Diana sobre o relacionamento do príncipe com a ex-namorada, Camilla. Até então, nada tinha se confirmado e como Andrew Parker Bowles – marido de Camilla – e Charles eram próximos, ela acabou por ficar amiga da mulher.

O mundo parou de novo quando, no ano seguinte, o príncipe William nasceu. Os pais estavam radiantes com a presença do mais novo integrante da família – dá para perceber, claramente, nas fotos e vídeos que mostram nos comentários.

O príncipe Harry veio em 1984, marcando o início triste e que provoca muita raiva do documentário. Charles parecia ter ido casualmente ao hospital. Depois foi divulgado que ele olhou para o bebê e disse com raiva “É ruivo. Parece um Spencer.”, aparentemente ninguém contou para o príncipe de Gales que os genes da criança não são só paternos.

Desde o começo de seu relacionamento com Charles, a imprensa caiu em cima dela. Eram centenas de fotógrafos que a perseguiam por todos os lugares. Uma foto de qualquer paparazzi podia ser avaliada em 500 mil dólares – uma quantia exorbitante no século passado (e até mesmo no atual século). A perseguição da princesa Diana foi o início da falta de privacidade que a gente conhece dos artistas atuais. Diana era mais foco da mídia do que o próprio príncipe Charles – o primeiro herdeiro do trono -, ela era símbolo da moda e de carisma. Porém, a princesa lutou para tirar as câmeras dos seus filhos, que eram apenas crianças.

Ela foi uma mãe maravilhosa e dá para perceber pelos vídeos mostrados. Enquanto o príncipe se mantinha distante, ela era uma mãe calorosa.

Diana começou a emagrecer muito e a imprensa começou a desconfiar de sua infelicidade. Ninguém sabia na época, mas ela sofria com o adultério de Charles e sua distância. Ela sempre estava em Londres e ele em outro lugar, os dois só apareciam juntos em eventos oficiais. Diana sempre aparecia com o semblante triste. A família real tentou de tudo para ajudá-los, até que tiveram de anunciar ao público a separação dos dois – não o divórcio.

O documentário aborda os casos que Diana teve ainda durante o matrimônio. Na história da monarquia era comum o casal se unir apenas para produzir herdeiros, depois cada um arrumava seus amantes. Porém, para ela foi diferente, por mais que tivesse outros casos, ela sempre procurou ser amada e, no fim, era apenas o amor de Charles que desejava.

Após a separação, Diana usou a mídia a seu favor, enquanto trabalhava em silêncio com um autor em seu livro. A intenção era chocar as pessoas com tudo que havia sofrido durante aqueles anos. Depois do lançamento da obra, ela deu uma entrevista que diz que o príncipe fez bodyshaming durante o noivado – fazendo-a desenvolver bulimia, que seu casamento estava superlotado com a presença de 3 pessoas – referindo-se ao caso do príncipe com Camilla. A princesa também disse que a família real nunca a aceitou por completo, ela era muito diferente deles e por isso sofreu muito.

Nesse momento, a Rainha Elizabeth II resolveu que seria melhor o divórcio. Diana não seria mais parte da família real, por isso sua proteção acabou. O que culminou no acidente de sua morte.

Em 1997, Diana morre em Paris devido a um acidente de carro. O motorista e seu namorado também morreram. A mídia foi apontada, pelo povo, como culpada por terem paparazzi perseguindo o carro no momento.

O documentário conta com dois episódios, cada um com mais ou menos 1 hora e meia. Vale muito a pena para quem quer conhecer os detalhes da vida da princesa Diana. Destaquei umas frases para despertar o interesse em vocês:

“Como feminista, acredito que o legado de Diana às mulheres, e ao mundo em geral, é que ela se tornou, no final, a autora de sua própria história. Ela começou com uma folha ao vento, sem qualquer direção real, fazendo o que era esperado dela. E então, simplesmente reagindo, reagindo às coisas sem uma visão clara de quem ela era, do que queria fazer, ou o que queria ser. E através de uma longa e dolorosa jornada pessoal, que a levou a lugares muito sombrios, ela emergiu e se tornou uma mulher confiante, firme e controlada, que tinha ação, autonomia e autoridade. Essas três coisas que toda mulher moderna precisa e que ela finalmente conquistou”. – Dra. Amanda Foreman

“Nunca haverá outra Diana. Ela representou um momento no tempo em que o mundo mudou, de verdade. Ela foi uma nova marca da realeza”. – últimos 3:28 do documentário.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*