Bad reputation
Publicado em 06/03/2021 às 18:36 por Barbara Rodrigues

Reputation é o sexto álbum da Taylor Swift, sendo lançado no final de 2017. Apesar de que depois dele, fomos presenteadas com mais dois álbuns da rainha, a história da Taylor com o Rep merece ser contada para o máximo de mulheres que estiverem dispostas a ouvirem. Por isso, escolhemos ele para ser a primeira obra da Taylor que vamos falar (mas não se preocupem, uma das pessoas responsáveis pelas colunas gosta muito da Taytay, então teremos uma overdose dela por aqui). Então coloquem pra tocar esse álbum maravilhoso e… are you read for it?

Eu comecei a gostar de Taylor Swift quando esse álbum foi lançado, me apaixonei logo de cara por Gorgeous depois que vi um edit do Harry Styles com essa música de fundo. Nem ouvi o CD primeiro em plataformas musicais, corri logo para uma livraria e como boa colecionadora, comprei minha cópia. Foi amor à primeira vista, devo dizer.

Taylor ressurgiu das cinzas com o Reputation, separando-o em duas partes: a antiga Taylor com suas músicas sobre sua experiência amorosa (inclusive a música Dress foi a primeira vez que ela falou sobre sexo em si, fazendo seus pais saírem quando a música foi perfomada numa audição secreta – segundo uma fã) e a nova Taylor, uma mulher de 28 anos com marcas deixadas pelo preço alto da fama. E a nova Taylor é perigosíssima!

Depois do lançamento e turnê do 1989, Taylor ficou fora dos holofotes, nesse período foi atacada por Kanye West, Kim Kardashian, Katy Perry, seu ex-namorado Calvin Harris e até mesmo pelas fãs de Harry Styles por causa da música Style do 1989. É muita gente e Taylor só tinha 26 anos quando a maioria desses ataques aconteceu, em 2016.

Taylor namorou Harry por um curto período de tempo e recebeu críticas horrendas de suas fãs depois de contar o fiasco que foi o lance deles dois na música, aparentemente as fãs não estavam preparadas para saber que o Harry de 18 anos não levava a sério compromissos. A maior parte de quem caiu matando em cima de Taylor foram meninas, que preferiram tomar o partido do ídolo a de uma mulher traída.

Em 2016, depois de seu ex-namorado, Calvin Harris, também apunhar ela pelas costas com indiretas no Twitter depois que terminaram sobre uma composição em sua música por trás de um pseudônimo. Ele se arrependeu por ter exposto Taylor tanto assim e ter feito com várias pessoas caíssem matando em cima dela, mas excluir tweets não apaga a cicatriz que ele forjou em Taylor.

Não posso deixar de mencionar o que não merece mais ser mencionado nessa coluna, o tal do marido da Kim Kardashian, que começou a implicar com Taylor desde o VMA de 2009, quando ele deu um surto machista e invadiu o palco, tirando o microfone de SUA MÃO enquanto ela agradecia e dizendo que a mesma não era merecedora do prêmio. Só de ver o vídeo do momento que ele fez isso dá para perceber como a Tay ficou sem graça, piora quando você percebe que ele fez isso com uma garota de só 19 anos que tinha acabado de começar sua carreira. Depois disso, ele ligou para a nossa Pennsylvania Queen e pediu permissão para falar sobre ela numa música, ela se certificou de que não fosse nada muito alarmante e ficou feliz por ser citada. Nessa música misógina, o marido da Kim não só diz que fez Taylor famosa com a confusão do VMA, mas como faria sexo com ela. Kim tomou partido do marido dizendo que Taylor sabia sobre o trecho inteiro e que tinha ficado feliz. Até parece, né?! Alguns anos depois, vazaram a gravação da ligação toda que foi feita com a Taylor (e não só a parte que Kim tinha divulgado em seu Snapchat) e como a mentira no mundo das celebridades tende a ter um prazo de validade bem curto, pudemos comprovar o que sempre sabíamos: Taytay estava certa, o marido da Kim provou mais uma vez que era um machista nojento e Kim era uma mentirosa.

Essa confusão toda envolvendo o marido da Kim Kardashian e a própria foi a gota d’água para as pessoas com a Taylor. Floodaram as fotos dela com emojis de cobra e Tay não perdeu tempo, transformou a cobra em marca registrada do Reputation, dá pra notar nos shows da tour – inclusive o que ela performou num estádio está na Netflix e vale a pena ver, chama-se Reputation Stadium Tour – que está presente até nos pequenos detalhes como no microfone e no anel no dedo dela. Mais uma prova de que a Rep Era foi uma volta por cima completa.

Taylor esteve incrível em cada momento desde o lançamento do Rep, ela recuperou totalmente sua confiança e parece até uma nova mulher – visualmente e emocionalmente diferente. Até os críticos que avaliaram o Reputation comentaram como ela mudou enquanto compositora. Mulheres são poderosas, mas o poder de uma mulher machucada é surreal. Eu até divido a Taylor antes do Reputation e a depois, porque é como ela mesma diz no music video de Look What You Made Me Do:

The old Taylor can’t come to the phone right now. Why?! Oh, ‘cause she’s dead!


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  • Eu sou apaixonada pela Taylor, conhecia ela desde Red, mas foi Reputation que conquistou meu coração. Um álbum poderoso e FENOMENAL!!

    Don’t Blame Me, love pela Tay made me crazy…